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Discente do Curso de Letras da UEMA participa da I JOLINT

A discente do curso de Letras Língua Portuguesa e Literatura de Língua Portuguesa (UEMA), Gabriela Lages Veloso, apresentou durante a I Jornada Nacional de Linguística Textual (JOLINT) o seu trabalho intitulado "LINGUAGEM: O pensamento científico na proposta gerativista". Orientado pela Profa. Dra. Ana Maria Sá Martins, este trabalho faz parte de um projeto de pesquisa maior intitulado "Linguística Gerativa: reflexões sobre as estratégias de ensino/aprendizagem de sintaxe da língua portuguesa na educação básica", trata-se, portanto de um recorte dos pressupostos teóricos do projeto.
Foto: Gabriela Lages Veloso. Arquivo Pessoal, 2019.
Foto: Gabriela Lages Veloso. Arquivo Pessoal, 2019.
A linguística, enquanto ciência da linguagem, tem um amplo raio de estudo, visto as suas várias teorias, que divergem entre si, pois cada uma apresenta um objeto de estudo próprio. Através do avanço das pesquisas científicas, mas especificamente na década de 60, surge um novo modelo teórico, o Gerativismo. Com Chomsky, há uma virada nos fenômenos linguísticos, porque o foco passa a ser a mente humana, considerada a única morada da linguagem. Nesse contexto, o escopo do trabalho apresentado pela autora é traçar uma discussão, em linhas gerais, dos conceitos indispensáveis para o entendimento da Linguística Gerativa, tais como as noções de aquisição e faculdade da linguagem, inatismo, sintagmas, competência e desempenho linguísticos, a teoria de princípios e parâmetros, e assim por diante . Para tanto, utilizou-se como aporte teórico os estudos de Eduardo Kenedy (2013); Noam Chomsky (1998); Mioto (2005); José Ferrari Neto (2015), Vicente & Pilati (2013), dentre outros, a fim de simplificar o entendimento sobre o Gerativismo. 
Confira trecho da entrevista cedida pela discente a respeito da sua contribuição na I Jornada Nacional de Linguística Textual:
  

Fale com a autora (fotos): gabriela.1668@gmail.com

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O I COLALP já deixa saudades! Veja o que rolou no evento!

O I COLÓQUIO DE LITERATURAS AFRICANAS DE LÍNGUA PORTUGUESA: ROTAS POÉTICAS E SUAS REPRESENTAÇÕES ocorreu no dia 13 de dezembro na Universidade Estadual do Maranhão e já deixa saudades! O evento foi o resultado de aulas e discussões sobre a importância do ensino das literaturas africanas de língua portuguesa para a formação do professor das licenciaturas nas universidades públicas que tem se mostrado como política afirmativa da cultura e da resistência das minorias.

Embora ao término da disciplina L.A.L.P nos períodos anteriores tenham oferecido algum grau de reflexão sobre a importância deste estudo, através de atividades culturais, no entanto ficava o silêncio marcado de indagações sem respostas efetivas, a exemplo de um evento como este no qual a comunidade discente se envolveu sobremaneira instaurando discussões nas quais verdadeiramente se enxergassem, cuidando de sua cultura, de sua história: de sua própria identidade.

O evento contou com apresentações culturais, comunicações orais, palestras e com a participação de professores da UEMA, UFMA, UESPI, IFMA, que possuem uma linha de estudo em comum, a respeito da literatura africana e suas "representações". 

Foto: Comissão Organizadora. Arquivo Pessoal, 2018.

Os discentes envolvidos contribuiram brilhantemente com as suas apresentações e pesquisas sobre o mundo das Literaturas Africanas de Língua Portuguesa. Confira!


01) A OBJETIFICAÇÃO E O SILENCIAMENTO FEMININO EM CADA HOMEM É UMA RAÇA, DE MIA COUTO 
Componentes: Gabriela Lages (4º período Letras Língua Portuguesa e Literaturas), Luana Kerly (4º período Letras Língua Portuguesa e Literaturas) e Rita de Cássia (2º período Letras Língua Portuguesa e Literaturas) 
Livro: Cada Homem é uma Raça 


Foto: Gabriela Lages, Luana Kerly e Rita de Cássia apresentam sua pesquisa. Arquivo Pessoal, 2018.

02) O PODER DE UMA PROSTITUTA: A voz de Ana Deusqueira em O Último Vôo do Flamingo, de Mia Couto. 
Componentes: Jessica Rabelo e Maria Acácia 
Livro: O último vôo do Flamingo 

03) A utilização de alegorias, como recurso de linguagem, em Estórias Abensonhadas, de Mia Couto Componentes: Camila Mendes, Grazielle Martins e Mylliane Rodrigues 
Livro: Estórias Abensonhadas 

04) A escritura feminina em O fio das missangas: As marcas do discurso feminino nos contos de Mia Couto 
Componentes: João Pedro Rodrigues, Letícia Rodrigues e Talita Viana 
Livro: O fio das missangas 

05) Fronteiras entre o sensual e o erótico na personagem Imani de Mulheres de Cinzas 
Componentes: Carolynne Brandão e Luciana Rodrigues 
Livro: Mulheres de Cinzas- As areias do Imperador

06) A crise de identidade e a personagem Germano de Melo 
Componente: Lizandra e Fernando 
Livro: Sombras na Água – As areias do Imperador II 

07) A construção da memória coletiva para formação da identidade em O bebedor de Horizontes, de Mia Couto 
Componentes: Francisca Carla e Yasmim 
Livro: O bebedor de horizontes – As areias doII  Imperador III 

08) As marcas do pós colonialismo nas personagens de Venenos de Deus, remédios do diabo e vila Cacimba como entrelugar 
Componentes: Ingrid, Andressa e Danna 
Livro: Venenos de Deus, Remédios do Diabo 

09) A poética do silêncio na obra Antes de nascer o mundo do Mia Couto 
Componentes: Ana Beatriz e Cristiane 
Livro: Antes de nascer o mundo


Foto: Arquivo Pessoal, 2018.

Acesse o site do I COLALP, clicando aqui



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Alunos dos cursos de Letras UEMA participam da XI SELET - UFMA

Entre os dias 03 a 07 de dezembro aconteceu na Universidade Federal do Maranhão, a XI Semana de Letras da UFMA. Com o tema “ENTRELAÇANDO OS FIOS DA LINGUÍSTICA, LITERATURA E DA GRAMÁTICA: um olhar para novos estudos sobre a lingua(gem)”, o evento objetivou fortalecer a formação profissional e ético-política dos estudantes de Letras através de reflexões, temas e debates que possibilitam a aplicação das diversas teorias linguístico-literárias estudadas, promovendo estratégias que estimulassem os estudantes a participarem das pesquisas de iniciação científica, além de promover debates sobre os desafios enfrentados na área de Letras, trazendo um retrato da realidade que reflete diretamente nos futuros professores. 

Nossos queridos discentes Jefferson Gomes Oliveira (8º período Letras Língua Portuguesa e Literaturas) e Matheus e Silva Fonseca (6º período Letras Língua Portuguesa, Língua Espanhola e Literaturas) estiveram presentes e contribuíram com suas pesquisas na área da Literatura e Linguística respectivamente.

O discente Jefferson Gomes de Oliveira, orientado pela Profa. Me. Venúzia Maria Gonçalves Belo, apresentou o trabalho intitulado A REPRESENTAÇÃO DA HOMOSSEXUALIDADE NO CONTO “TERÇA-FEIRA GORDA” DE CAIO FERNANDO ABREU.  A pesquisa fez uma análise acerca do conto “Terça-Feira Gorda”, de Caio Fernando Abreu, pretendendo-se caracterizar a homossexualidade na perspectiva histórico-social e suas relações com temas como a homofobia, além de descrever as representatividades sociais da homossexualidade presente na literatura brasileira e discutir as representações da homossexualidade no conto anteriormente citado. O discente utilizou como base para a produção da pesquisa, os trabalhos de Antônio Candido, Michael Focault, Judith Butler, Daniel Barbo e na abordagem da obra Morangos Mofados, no qual o conto a ser analisado faz parte. Além disso, foram usados como suporte outros campos da literatura (Teoria Literária e Ciências Sociais) que já versam sobre a temática da homoafetividade em outros contextos e que faz referência à literatura. Publicado na década de 80, no conto o autor evidencia o comportamento discriminatório e repressivo da sociedade, ao se deparar com um relacionamento homoerótico. Narrado em primeira pessoa, o escritor põe em destaque a voz de um personagem masculino que vivencia uma experiência erótica com outro homem. A atração sexual entre ambos se dá um baile de carnaval, o carnaval é uma festa pagã, em que por tradição, dá uma certa liberalidade, pois, essa é a tônica da festa. No entanto, nesse cenário, é que começam as primeiras manifestações de homofobia. Diante das interpretações suscitadas no conto Terça-Feira Gorda, de Caio Fernando Abreu, a pesquisa teve como objetivo analisar o modo de representação da homoafetividade, por entender que ainda carece de discussões a respeito de sua representação em contextos literários.
  Jefferson Gomes de Oliveira apresentando sua pesquisa 



Foto: Arquivo Pessoal, 2018.

O discente Matheus e Silva Fonseca, orientado pela Profa. Dra. Maria José Quaresma Vale, apresentou o trabalho entitulado ANÁLISE CRÍTICA DO DISCURSO “NOTA DE REPÚDIO À REDE GLOBO” À LUZ DO MODELO TRIDIMENSIONAL DE NORMAN FAIRCLOUGH
Segundo o autor, a nota de repúdio à Rede Globo, feita e divulgada pelo capitão da Polícia Militar de São Paulo e deputado federal pelo mesmo estado, Augusto, demonstra a revolta do referido contra a emissora, devido a supostos reiterados ataques impetrados pelo grupo da família Marinho ao aparelho repressor do Estado. A nota foi divulgada, logo após exibição pelo canal de televisão, no dia trinta de maio de dois mil e dezessete, de um episódio da telenovela Malhação, em que foi exibida uma cena em que dois jovens, sendo um negro e uma garota de ascendência asiática, eram parados por uma guarnição da Polícia Militar, e tratados de forma discriminatória por um dos policiais. O objetivo principal da análise crítica do discurso (ACD) e também da pesquisa foi desconstruir, em diferentes manifestações discursivas, questões de dominação, opressão, manipulação, discriminação, abuso de poder, questões que geram desigualdade social. Desse modo a análise crítica visa, também, expor as ideologias dos (as) produtores (as) de discurso a partir de suas práticas discursivas para, então, trabalhar na luta contra as desigualdades, com vistas a promover mudança social. Subjacente a esse objetivo está a crença, de que há uma relação intrínseca entre discurso e estrutura social. Tal crença implica que o discurso se relaciona a formas de poder (cf. Fairclough, 1989) e ainda a formas de continuidade ou mudança social (Fairclough, 1992, 2001). Essa perspectiva nos remete á concepção de que o discurso não é neutro, visto que ao se interligar a estruturas sociais, vincula o comportamento linguístico à ideologia. Portanto a pesquisa analisou o discurso do capitão buscando na materialidade linguística os exemplos que permitam a localização do discurso pensado e hipotetizado no texto do sujeito da enunciação. Buscar-se-á nos indícios discursivos, linguística e ideologicamente articulados, um ponto de entrada no processo discursivo operado pelo enunciador, que levará a identificação da filiação discursiva e, portanto, ideológica, por meio das imagens construídas e sustentadas no texto. As metodologias que foram utilizadas são a bibliográfica, qualitativa e hermenêutica. A pesquisa nos levou a reflexão sobre a crença de que o poder da linguagem está na sua característica constitutiva e que, de acordo com Fairclough (1985, 1992, 2001), principal expoente da ACD, a linguagem tanto constitui a sociedade que a regula quanto é constituída por ela, assim verificou-se quais práticas sociais foram reforçadas e legitimadas no discurso e quais foram, por esse mesmo meio, desafiadas.

Fale com os autores:

Jefferson Gomes de Oliveira
jheff_star16@hotmail.com

Matheus e Silva Fonseca
mfonseca3898@gmail.com

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Alunas do curso de Letras Língua Portuguesa e Literaturas participam do I CONALA

O I Congresso Nacional de Linguística Aplicada (I CONALA) e IV ENCONTRO NACIONAL DE FICÇÂO, DISCURSO E MEMÓRIA (IV ENAFDM) aconteceu entre os dias 21, 22 e 23 de novembro de 2018, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Campus Dom Delgado. A realização deste encontro no Estado foi oportunidade ímpar de fomentar debates acerca do ensino de línguas e literatura em nível nacional. O objetivo do evento em parceria com o Grupo de Estudos e Pesquisas em Linguística Aplicada (GEPELA) e o Ficção Científica, Gêneros Pós-modernos e Representações Artísticas na Era Digital (FICÇA), foi pôr em evidência pesquisas que versem sobre esta temática e fomentar reflexões e discussões, propondo diálogos e parcerias entre instituições em âmbito regional, nacional e internacional.

Nossas queridas discentes Gabriela Lages Veloso e Letícia Rodrigues da Silva (ambas do 4º período do curso de Letras Língua Portuguesa e Literaturas - UEMA) estiverem presentes ao evento e apresentaram o trabalho intitulado: A ARGUMENTAÇÃO E A RETÓRICA NO SERMÃO DA SEXAGÉSIMA, DE PADRE ANTÔNIO VIEIRA: Uma abordagem para o letramento literário, sob a orientação da Profa. Me. Jeanne Sousa da Silva.

Este trabalho foi de extrema importância pois verificou-se que na última etapa do Ensino Médio os alunos do 3º ano precisavam desenvolver sua competência na produção de textos argumentativos, visando alcançar aprovação nos vestibulares. Essa tarefa, por vezes, tem sido um grande desafio para o aluno e para o professor, isso porque ao longo da escolarização, o alunado, em geral, tem pouco contato com a leitura do texto dissertativo, o que acarreta ao final do Ensino Médio uma série de dificuldades, dentre elas, a falta de competência para construir argumentos. Diante dessa realidade, o estudo adentrou no universo literário de Padre Antônio Vieira, encontrando no Sermão da Sexagésima um excelente material para ser trabalhado em sala de aula, com vistas a desenvolver a competência discursiva na produção textual do aluno/vestibulando, e consequentemente favorecer seu letramento, já que o texto literário, conforme Vera Teixeira de Aguiar (2006) é capaz de ampliar os horizontes de expectativa do leitor, bem como a sua percepção de mundo. Na análise dos elementos argumentativos e da retórica do referido Sermão, as alunas utilizaram como aporte teórico os estudos de Magda Soares (2016); Ângela Kleiman (2012); Rildo Cosson (2014), dentre outros, pelos conceitos sobre letramento literário e os métodos de abordagem desde texto em sala de aula.

Fale com a autora (fotos): gabriela.1668@gmail.com












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Novembro Azul: não deixe o medo cuidar da sua saúde

O Outubro Rosa dá passagem para a campanha Novembro Azul onde o foco é na saúde do homem em todas as idades. O índice de morte entre homens é maior do as mulheres, por estes, em sua maioria, não procurarem os serviços de saúde ou quando procuraram não seguem o tratamento recomendado pelo médico. O público masculino tem muito mais medo de descobrir doenças. O Novembro Azul dirigi-se especialmente aos homens para a conscientização a respeito de doenças masculinas, dentre elas as doenças sexualmente transmissíveis - DST (sífiles, AIDS, gonorréia) com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de testículo e câncer de próstata. Segundo os médicos a maioria das patologias ocorrem devido à falta de higienização correta das genitais, por isso, ao notar algo estranho deve-se fazer o auto exame (examinar os testículos, por exemplo, e procurar um médico, caso encontre alguma alteração ou dor). O Centro Acadêmico Ubuntu incentiva a sociedade e em especial aos homens para deixar de lado os preconceitos e cuidar da saúde.

Sobre o Câncer de Próstata

O câncer de próstata, tipo mais comum entre os homens, é a causa de morte de 28,6% da população masculina que desenvolve neoplasias malignas. No Brasil, um homem morre a cada 38 minutos devido ao câncer de próstata, segundo os dados mais recentes do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

O que é a próstata?

Localizada abaixo da bexiga, esta é uma glândula do sistema reprodutor masculino, que pesa cerca de 20 gramas, e se assemelha a uma castanha, responsável, juntamente com as vesículas seminais, por produzir o esperma.

Sintomas:

De difícil detecção em sua fase inicial, o câncer de próstata não apresenta sintomas e quando alguns sinais começam a aparecer, cerca de 95% dos tumores já estão em fase avançada, dificultando a cura. Na fase avançada, os sintomas são:

• dor óssea;

• dores ao urinar;

• vontade de urinar com frequência;

• presença de sangue na urina e/ou no sêmen.

Fatores de risco:

• histórico familiar de câncer de próstata: pai, irmão e tio;

• raça: homens negros sofrem maior incidência deste tipo de câncer;

• obesidade.

Prevenção e tratamento:

O diagnóstico precoce é a única forma de garantir a cura do câncer de próstata. Como dito anteriormente, mesmo na ausência de sintomas, homens a partir dos 45 anos com fatores de risco, ou 50 anos sem estes fatores, devem ir ao urologista para conversar sobre o exame de toque retal, que permite ao médico avaliar alterações da glândula, como endurecimento e presença de nódulos suspeitos, e sobre o exame de sangue PSA (antígeno prostático específico). Outros exames poderão ser solicitados se houver suspeita de câncer de próstata, como as biópsias, que retiram fragmentos da próstata para análise, guiadas pelo ultrassom transretal. Cerca de 20% dos pacientes com câncer de próstata são diagnosticados somente pela alteração no toque retal. 

A indicação da melhor forma de tratamento vai depender de vários aspectos, como estado de saúde atual, estadiamento da doença e expectativa de vida. Em casos de tumores de baixa agressividade há a opção da vigilância ativa, na qual periodicamente se faz um monitoramento da evolução da doença intervindo se houver progressão da mesma.

“A prevenção precisa de atitude e atitude só se faz consultando e cuidando da saúde”.

Fontes:http://bvsms.saude.gov.br/ultimas-noticias/2535-novembro-azul-mes-mundial-de-combate-ao-cancer-de-prostata
Agência Brasil
Sociedade Brasileira de Urologia

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CRÔNICA DO SELLIH (DIA I)

Por: Walter Pinto de Oliveira Neto (6º Período Letras Língua Portuguesa, Língua Espanhola e Literaturas)

O SELLIH começou em 2016, sem pretensão maior que a de criar um evento onde se pudesse conversar um pouco sobre assuntos referentes ao espanhol tanto no quesito linguístico como literário. Para quem não esteja muito por dentro do espanhol como disciplina/ciência no nosso estado, deve saber que, até o SELLIH nascer, no Maranhão não havia nenhum evento exclusivo para tratar sobre a temática hispânica. 
Como um bebê pequeno ávido para crescer, o SELLIH, já na sua segunda edição, mostrou que desejava ampliar-se e apresentar-se como um evento em São Luís que pudesse ser referente para os que se interessassem pelo espanhol como, mas também pela literatura, pelas línguas e pela arte como um todo. As sensações na segunda edição foram ótimas, mas faltavam confirma-las numa próxima. 
Um ano depois, a professora Jeanne começou a movimentar toda a comunidade acadêmica e profissional da área para trazer o melhor SELLIH até o momento. O planejamento e a execução do mesmo para fazê-lo possível não foi fácil. Logo no começo da delineação do evento, após a instauração de uma determina data, tivemos de mudá-la devido a problemas relacionados com o calendário institucional. Não obstante, este empecilho solevantou-se, tendo como única baixa a do prof. Dr. Henrique Borralho que, na segunda data do evento, estaria na África devido a uma pesquisa financiada pela FAPEMA. 
Com tudo já preparado e com a melhor das intenções possíveis, demos início ao SELLIH com algumas palavras da prof. Jeanne e toda a solenidade à qual estamos acostumados. Finalizada a benvinda da professora, o professor de espanhol e músico chileno Alejandro Gutiérrez, cantou-nos algumas belas canções da sua terra, mas não sem antes mencionar sua preocupação pela ascensão do militarismo no Brasil, dado que no Chile acontecera o mesmo no século XX.

Não demoramos muito até vermos a profª Dra. Fernanda Galve, do departamento de história da UFMA, falando sobre a escritora que pesquisou para elaborar sua tese de doutorado. A poetisa nicaraguense Gioconda Belli muito se assemelha com a profª Fernanda pela maneira leve, doce, harmoniosa de se expressar. A hora se esvaiu, mas durante muito se manterá na nossa memória a maneira tão atípica que tem Gioconda Belli por meio da profª Fernanda, de narrar temas como a repressão, a revolução, a sensualidade e o feminino.                                                                                                                                                      
                                                                                                                                                               Foto: Profª Dra. Fernanda Galve


Terminada a palestra de abertura, o único minicurso ofertado no dia pelo prof. Me. Paulo Eduardo, da SEDUC e ex-aluno do mestrado de Letras da UEMA, acolheu, também, no auditório do CECEN, uma “fala” mais que interessante que teve como protagonista a magnânima Isabel Allende e sua “ars magna”: “La Casa de los Espíritus”. O minicurso abordou a temática da repressão chilena após o golpe de Pinochet utilizando-se a obra mencionada anteriormente, mas também a adaptação cinematográfica de 1993 pelo dinamarquês Bille August. O prof. Paulo apresentou pontos semelhantes entre a elaboração e consequente instauração da ditadura chilena para com os eventos atuais dentro do cenário político brasileiro. 
                                                                                                                                                 Foto: Prof. Me. Paulo Eduardo


Como último prato do primeiro dia da jornada “sellística, iniciaram-se as comunicações orais expressadas pelos alunos do curso de Letras da UEMA do 6º e 3º período de espanhol. As pesquisas, mesmo situando-se em estado embrionário, apresentaram ideias inovadoras e produtivas. Todas foram orientadas pela professora Jeanne, pelo que o selo de qualidade esteve e está mais que assegurado. 
Às 20:00h, com o auditório quase vazio devido ao horário, as comunicações orais chegaram ao seu fim e o SELLIH dormiria, mas não muito, pois no dia seguinte prometeria, desde cedo, dar-nos muito mais conhecimento.

                                                                                                           Foto: Alunos do 6º e 3º período - Comunicações Orais


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NADA A MAIS, NADA A MENOS!

Abraçamos os valores da diversidade, do respeito e da inclusão, qualquer ato de preconceito, explicito ou implícito, nos causa ojeriza. Repugnamos, por meio desta, atitudes de intolerância causadas pelo discurso de ódio de cunho Fascista. Esta entidade posiciona-se contra toda forma de violência, pois acredita que o diálogo e o respeito são os únicos caminhos a seguir, seja no esporte ou fora dele. 
Defenderemos o direito das pessoas serem quem elas são em uma sociedade livre, sexual, intelectual, política e religiosamente.
Como professores, acreditamos que o único caminho para melhorar o mundo é a educação, e que somente ela é capaz de combater a insensatez, a burrice e o atraso. 
O grito dos violentos não nos assusta, o que nos assusta é o silêncio dos bons. E desse cale-se não beberemos! A Associação Atlética Acadêmica de Letras da UEMA, ODISSEIA, e o Centro Acadêmico do Curso de Letras, Ubuntu, posicionam-se contra todo ato que fira nossos princípios de igualdade, tolerância e respeito. #elenão


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Publicações da Comunidade Acadêmica - TEXTO 2

Ele era rico, tinha a casa mais bonita da rua, sua esposa era linda e bem sucedida, assim como ele; Suas jóias eram tão brilhantes que se via de longe; Seus filhos estudavam na escola mais cara da cidade. Ele estava sempre ausente, fazendo dinheiro, criando negócios, sua família mal o via. Suas empresas eram famosas. Ele era feliz com toda aquela fortuna que construiu, gostava de pegar o dinheiro e sentir o poder interno que aquele pedaço de papel o proporcionava, mas ele era fraco, era um tolo, seus amigos cobiçavam seus pertences, disso ele tinha consciência, mas preferia tê-los por perto, do que não ter ninguém. Seu casamento era puro status e seus filhos eram indiferentes, ausentes de carinho. Ele estava acabado, arruinado interiormente, vazio.

Ele era pobre, sua casa era pobre, sua esposa só tinha concluído o fundamental, assim como ele; Não tinha jóias e seus filhos estudavam em escola pública. Ele trabalhava noite e dia na empresa famosa do rico. Ele era triste por não poder proporcionar tudo de melhor para a família, por não ter dinheiro sobrando no fim do mês, mas ele era sonhador e esperançoso, seus amigos eram leais, ele os mantinha por perto, por amor.

Eles poderiam ter sido amigos em algum momento da vida, com o dinheiro do rico, o pobre seria completo, teria dinheiro e amor; Com a amizade do pobre, o rico seria completo, teria amizade, amor e dinheiro, mas o rico achava a roupa do pobre cafona demais para chegar perto dele e, o pobre, achava o rico insuportável demais com todo seu ar superior.

Em comum, o rico e o pobre, só tinham a data de morte. No hospital, o pobre, já fraco, olhava sua esposa com os mesmos olhos apaixonados, seus filhos tocavam suas mãos e o ar estava perfumado pelas flores que ganhara, morreu acima de tudo, feliz. Do outro lado da cidade, o rico olhava o quarto vazio, dessa vez, ao tocar as notas de 100, seu maior prazer por muitos anos, já não sentiu o poder, não sentiu o amor, morreu com aquilo que o objeto sempre foi, meros pedaços de papel nas mãos.

Thamires Carvalho (3º período de Letras - Língua Espanhola)

Fale com a autora
thamiau.tc@gmail.com


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Publicações da Comunidade Acadêmica - TEXTO I

Enxerto

"A ansiedade mata os átomos

Meu corpo carbono

Tua língua gelada

A ciência me disse que seríamos pó de estrelas

Viemos de lá

Para lá voltaremos

Talvez por isso eu tenha atração pelo céu

E por tudo que me é distante

Eu gosto da lonjurado que nunca alcançarei porque o processo é a parte mais importante

Enquanto vocês querem felicidade

Eu desejo caminhar, rodar, sonhar e gozar

Encontro Eudaimonia no Sol que bate no meu rosto cansado

E escondo minhas dores no luar melancólico"


                                                           Autor Anônimo

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Aluna do Curso de Letras Língua Portuguesa da UEMA participa do I Seminário Interdisciplinar de História das Mulheres

Durante os dias 08 a 10 de outubro, o Centro Acadêmico Lagoa Amarela - Gestão "Adelina, a Charuteira" promoveu o I SEMINÁRIO INTERDISCIPLINAR DE HISTÓRIA DAS MULHERES no prédio do Centro de Ciências Humanas (CCH), Cidade Universitária Dom Delgado.  O encontro contemplou diversas temáticas relacionadas às mulheres enquanto sujeitos que possuem memória e história em diferentes espaços e épocas. 

Além do curso de Letras, o seminário apresentou pesquisas de docentes e discentes de diversas áreas, como Sociologia, Antropologia, Pedagogia, História e Serviço Social. A programação contou ainda com mesas-redondas, conferências, comunicações orais e minicursos. 

A discente Luana Kerly Alves Coelho (4º Período Letras PT/LIT) deixou sua contribuição com o trabalho intitulado: "A releitura do conto Perdoando Deus: marcas da condição feminina pelo olhar de Clarice Lispector". Segundo a autora, o trabalho teve/tem como objetivo propor uma releitura do Conto Perdoando Deus(1970), por um viés social. Buscou-se destacar a condição da personagem enquanto mulher, frente a questões impostas no dia a dia.

A escolha do conto de Clarice se deu em um primeiro momento pela condição da própria escritora, mulher, feminista e com um alto teor de criticidade em suas produções, seja direta ou indiretamente. Levando em consideração o contexto social, político e literário da época em que o conto foi escrito e trazendo para os dias atuais, tem-se a intenção de destacar questões pertinentes à existência da mulher como pessoa humana, livre, porém, em constante processo de "limitação", haja vista que um dos temas mais contemplados por Clarice, que justamente a experiência da liberdade "estava sendo uma coisa muito rara, livre"(p.41) que é uma busca incessante do ser no mundo e particularmente da mulher que sempre foi duplamente "aprisionada" sobretudo movida a paradigmas construídos socialmente.

O trabalho buscou/busca promover o destaque do grito feminino que ecoa, ganha força e se renova por meio de um movimento tão necessário, o movimento feminista.

Entre em contato com a Luana Kerly:
luanakerly2012@gmail.com

                                                                                                                                                                               Foto: Arquivo Pessoal




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I ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS LITERÁRIOS E LINGUÍSTICOS E XII SEMANA DE LETRAS: SABERES INTERDISCIPLINARES



Durante os dias de 08 a 10 de novembro será realizado na UEMA, Campus de Timon, O I ENCONTRO NACIONAL DE ESTUDOS LITERÁRIOS E LINGUÍSTICOS E XII SEMANA DE LETRAS: SABERES INTERDISCIPLINARES, uma parceria com o Núcleo de Pesquisa Interdisciplina em Literatura e Linguagem – LITERLI cadastrado no Diretório de Pesquisa do CNPq.

O objetivo do evento é ampliar as discussões em torno de temáticas pertinentes à língua e  literaturas no atual cenário brasileiro, nas diversas formas de artes e suas relações com os avanços da sociedade contemporânea.

Os alunos e pesquisadores de Letras - e de áreas afins - terão a oportunidade de divulgar seus trabalhos de pesquisas e de compartilhar suas experiências com outros pesquisadores, além de ampliar seus conhecimentos nas áreas e temáticas pertinentes ao evento por meio de conferências, mesas redondas, minicursos, apresentações de comunicações orais, dentre outras atividades. O evento contará com a participação de conferencistas do Estado e fora dele, novos debates serão abertos com possibilidades do surgimento de novas produções, enriquecendo as discussões já existentes em âmbito nacional.


Mais informações sobre inscrições:

https://www.eventosletrastimon.com
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